segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Como forrar um casco - Nau Santa Maria

Continuo às voltas com a Nau Santa Maria...Como vos disse antes, não costumo fazer kits e já não fazia um casco destes há uns anos...Mas ando entretido a treinar...Depois do primeiro tabuado, agora vem a forra final, com as tais réguas fininhas...


As primeiras réguas que colei, foram as que são quase a direito...3 de uma vez e igual do lado oposto. Depois da cola branca e da régua encaminhada e colada, ajustei com a ponta da tesoura que não corta e tem uma forma arredondada, para acamar na cola e no tabuado, juntando as 3 réguas para ficarem logo unidas em conjunto e o mais uniforme possivel...  


Chega-se a uma altura, em que a curvatura, começa a ser demasiado grande e as réguas começam a torcer, tornando-se dificeis de colar. Isto significa que já chega, temos que passar para as mais "complicadas". As diagonais... 


Nesta fase, coloquei a régua da roda de proa, ate´ ao painel da popa, com uma inclinação, de modo a que não esteja a dobrar e que preencha uma diagonal, arredondada o mais possível ate à popa. 


A partir de aqui colam-se as restantes, seguindo a mestra, ate chegar a uma altura em que se tem que ir ajustando as réguas para que encaixem nos espaços que vão sobrando. Para que as réguas fiquem no lugar, utilizei fita cola. Os alfinetes não iam ser fáceis de ajustar as réguas à curvatura e a fita permita alisar por cima, com uma ponta redonda.


...é natural que ao tirar a fita cola, venham atrás algumas lascas. A fita deve ser tirada devagar e com atenção para descolar as lascas da fita, antes de arrancar tudo. Uma boa maneira é passar a retirar a fita cola, no sentido inverso.  


Poe-se um pouco de cola e passa-se o dedo. Não tenham medo de sujar o dedo com cola, ela sai com agua ou esfregando os dedos.


...espalha-se a cola e faz-se pressão para os acamar...



...retirei o excesso e deixei a cola secar um pouco...depois com a parte arredondada, acamei melhor... 


...de modo a unir bem. No fim colei a fita cola e acamei-a com uma ponta mais arredondada e quase com a forma da caverna.


Não sei se será a melhor maneira de fazer, mas correu-me lindamente. Acho que é uma boa dica, para quem se inicia a forrar com este tipo de réguas. Neste momento já tenho o casco forrado, falta-me lixar tudo e pensar em passar a bola...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Santa Maria - Cristovão Colombo

Depois de muitos alfinetes e algumas réguas mais tarde, com dor no dedo de espetar os alfinetes, eis o resultado final...



Continuo com a opinião que seria mais simples continuar o tabuado, do que ter que o fazer novamente, com umas réguas tão fininhas e difíceis de colar...A mim, parece-me mais difícil, mas...



Outra parte que não concordo nestes kit's, é a aplicação de uma falsa quilha! Se repararem, não tive cuidado nenhum no remate das réguas na quilha! Ate nem parece meu...mas foi mesmo propositado, porque vou ter que limar tudo para colar uma quilha falsa!


Ou seja, mais uma vez, acho que dá mais trabalho fazer assim, do que ter mais algum cuidado a afinar o tabuado para que bata certo logo na quilha final, mas isto sou eu...(mais tarde, quando tiver que aplicar a quilha falsa, explico melhor o que vos estou a querer dizer)


Já se começa a ver nascer a peça e já dá para imaginar como vai ficar...





Acho que para este tipo de modelismo, são necessárias algumas dicas que fazem toda a diferença. Não quero com isto dizer, que não seja possível construir uma peça, vendo alguns vídeos na net e seguindo as instruções, mas existem alguns truques e "manhas" que vão acontecendo à medida que vamos fazendo, que já requerem alguma prática. 

Continuo com a opinião de que este modelo já tem algum nível de dificuldade, para alguém que se queira iniciar neste tipo de hobbie. Digo isto, porque tenho ideia de que pode levar à frustração, caso o resultado não fique o desejado. Muitos modelistas podem ter ficado pelo caminho, por terem enfrentado desafios acima das suas capacidades e isso nem sempre resulta bem...Daí, aconselho prudência na escolha dos desafios...

Agora tenho que voltar a forrar tudo! Que raio de técnica mais trabalhosa! Vou avançar com o trabalho e quando tiver novidades, mostro como ficou...Ate lá, ando entretido...

Santa Maria - Cristovão Colombo

Começamos no Algarve e veio comigo para cima...


Seria complicado explicar alguns passos pelo telefone e na realidade, talvez seja mais difícil do que parece, sobretudo para explicar...


Já não forrava um casco há alguns anos, sobretudo deste tipo de barco...


Houve uma das réguas que saiu curta, mas o casco até ficou bastante harmonioso...


Tenho pena que a forra de réguas não seja completa, mas este modelo já vinha com uma placa para o final do casco. Neste método de montagem, é aplicada uma forra falsa com umas réguas muito finas que dão um acabamento uniforme. Pessoalmente, preferia seguir o tabuado e ficar logo como forra final, mas para quem está a começar, poderia ser mais difícil...No entanto, devo dizer que as cavernas estão muito afinadinhas permitindo uma curvatura bastante homogenia...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Santa Maria - Cristovão Colombo

Há uns anos atrás, um Amigo disse-me que tinha para lá um barco que tinha começado, mas que não conseguia fazer o costado e que o tinha encostado...eu disse-lhe para trazer que eu ajudava...


Aparece-me com a Santa Maria, um dos barcos de Cristóvão Colombo...Pinta, Ninha e Santa Maria...



Um Kit da Artesania Latina, completo...espero...






Com ferramentas e tudo...


Claro que para os que me conhecem, devem estar a prever o que aconteceu!...


Andei entretido...


Pessoalmente acho que este não seria o melhor modelo para iniciar este hobbie, mas não deixa de ser um dos barcos mais marcantes da História...Andei a fazer o tabuado do casco e depois passo a bola...Vamos ver...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cabide

Aloo Amigos, estou de volta...tive de "vacaciones" e devo confessar que pouco bricolei, mas vou mostrar uma peça gira, que nasceu do nada...

...em tempos ofereceram-me umas colheres de pedreiro, juntamente com outras ferramentas velhas. Guardei numa caixa e quando estive em arrumações tropecei nelas...


Quando fui ver os moinhos (não estão esquecidos), ofereceram-me este puxador de porta...


Parece que não tem ligação, mas agora fazem parte da mesma peça...


Juntei os dois e passei a ter um cabide para casacos e mala...


Ainda não está acabado, mas as colheres vão servir para pendurar os casacos e o puxador, para pendurar uma mala!


Isolado pode parecer estranho, mas quando estiver encaixado acho que vai ficar giro, original e vai passar a ter função! Foi giro o modo como surgiu e como foram encaixando as peças...Quando estiver pronto, vão ver que faz sentido...  

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quiosque Cais do Sodre

Nesta altura, a minha bancada está ligeiramente atolhada de projectos encaminhados, à espera de tempo e disposição para eles... De referir que esta é a primeira vez que estou a utilizar esta técnica. O cubo que tinha, faltava-lhe um pouco para a dimensão exacta que precisava, mas começar a treinar, serve perfeitamente... esta e´a minha versão´do quiosque do Cais do Sodre.


O tom da pedra é ligeiramente diferente e a dimensão da porta precisava de mais largura, mas vai sair aproximado...



A técnica é Muito gira de fazer e dá Muito lugar à imaginação...A minha máquina de corte ficou Top, faz linhas muito perfeitinhas e os efeitos que se podem fazer tanto com a máquina, como com uma serra, ou Xacto, são imediatos. 


Ainda não está encaminhado como gostaria e vou ter que alterar algumas peças, mas isto é um "work in progress", aprendendo com os erros e melhorando a técnica...Já tenho a tinta mais alaranjada e ando a tratar do telhado. Devo dizer que não está a ser uma tarefa fácil...vou tentar aproximar, mas não sou arquitecto e as minhas medidas são todas a olho...o que por vezes não ajuda. Se alguma vez voltar a fazer este modelo, vou ter que afinar algumas dimensões. Para já, estou a treinar e vem aí uns dias de ferias...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Quiosque Cais do Sodre

Nesta segunda serie de quiosques, vou acrescentar mais um...o do cais do Sodre. 


Já o conheço há uns anos e estava à espera de uma oportunidade para o fazer. Neste tempo de espera, apareceram umas esferovites numa obra, que eram exactamente o que precisava, com as medidas muito aproximadas. 


A técnica para este vai ser diferente, mas vai servir para treinar a minha máquina nova!


existem mais 3 modelos idênticos em Lisboa e eu vou fazer a minha versão!


Vou experimentar novos materiais e treinar para outros projectos que tenho em mente...


Arranjei umas fotos dos painéis de azulejos que tem em cada canto e já comecei a inventar...Mais um projecto para a colecção...